segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

sobre as incertezas.


Ô, as incertezas. Estas são as mais difíceis de se lidar. Saber se vai chover, se algo vai dar certo, como vão estar as coisas daqui há algumas semanas... daqui há um mês, dois meses.
Ô, as incertezas... Essa angustia que corrói o estômago em úlceras gástricas... e na incerteza de acreditar ou não num futuro melhor. A esperança que se esconde por trás de nuvens cinzentas e tristonhas.
Poderia dizer que está tudo bem e levar a vida. Mas chega em um momento em que não se pode mais enganar a si mesmo. Eu tentei fingir e dizer que estava tudo bem, mas o que há? Já nem sei no que pensar. É final de ano, e logo a esperança pela novidade e o medo pelo inesperado surgem juntos nesta confusão triste e paranóica. Talvez seja a hora de recomeçar, de mudar, buscar outros caminhos. Mas como? E voltam as incertezas...
Ô, as incertezas. E talvez a graça da brincadeira esteja toda na incerteza de seu resultado. Sei lá. Eu sou uma pessimista, e por mais positivo que eu pense, acredito que pensar positivo realmente não funciona. Acabaram as minhas forças. Não tenho mais fé em mim mesma.
Eu sou um serzinho infeliz. E eu escolhi isso. E entre escolher o que já faz sofrer hoje e entre o que seja-lá-o-que-for, eu escolho o que eu já conheço: eu sei que sofro, mas é um sofrimento suportável [se é que se pode falar em sofrimento suportável... é, eu acho que dá, sim.] do que a escolher um duvidoso futuro hipotético e a arriscar o confortável modismo de minha vida hoje.
Ô, incerteza. Uma espera pelo não-saber e pelo não-fazer. É muito arriscado ter certeza. Por que tanto medo, né? Não sei mais.

2 comentários:

Jean Errado disse...

"a duvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza..."

;)

Anônimo disse...

Verdade.
Tenha certeza disso.