sexta-feira, 31 de outubro de 2008


As vezes acredito que dou valor as pessoas que não me valorizam... porque deveria me importar né? Agora quem realmente merece a minha consideração não tem. Quão ingrata eu sou. E nisso fico esperando alguém que não virá... imaginando coisas que não vão acontecer.
Penso em acreditar em Deus, em destino, em sicronicidade... não sei. Tudo talvez me afastando deste fim. Definitivamente não devem haver as tais leis da atração... ou eu que não tenha visualizado ou pedido ao universo com mais convicção. Sei lá. Acho que realmente nunca daria certo. E talvez dentro de mim não consiga imaginar esta possibilidade. Conscientemente talvez seja a única possibilidade que eu tenha em vista e que talvez eu nem queira tentar outra possibilidade. O novo amedronta, não? E ficaria batendo em cima desta tecla até sei lá... como se só existesse esta possibilidade. E nada mais fosse possível. Uma relaçao com um objeto. Não se menospreza o que se tem... mas quando não se tem nada? Você e o vazio nesta eterna companhia ausente. Por mais que eu saiba que ninguém vem ao meu encontro, eu esperei. E fiquei chateada quando confirmei que não veio. É sempre assim.
... estrago meu dia esperando e esqueço das pessoas que realmente gostam de mim. E por mais que esteja tudo errado, tudo malucamente afastado, sei que de alguma forma, tenta se compensar tudo isso com outros mimos que me tem. Enfim. Acho que não sou grata o suficiente por tudo isso. Isso me envergonha, me entristece. Sei lá. Sei lá. Eu não queria existir assim. Sentir dói. Pensar dói. Eu queria desaparecer.

O passo apressado.
A menina foge.

2 comentários:

Kafarnak (Jorge Silva) disse...

o masoquismo
é uma faceta
de quem não
sabe fazer careta...

Kafarnak (Jorge Silva) disse...

para aliviar
a dor da menina
a escrita
é a morphina...