sábado, 2 de agosto de 2008

Beijo de Despedida


Adeus. Três vezes, adeus.
Deixo-te ir-se de mim.
De todos os pedaços de mim.
De onde eu te guardava em segredo absoluto.
Deixarei as lembranças,
os livros e as músicas,
as conversas da meia-noite.
Deixarei a dor de lembrar
e a dor de esquecer.
Deixarei a saudade, a espera,
a volta nunca vinda...

Deixarei tudo ir.
É a escolha que tinha em mãos.
Cansada de tentar ouvir respostas
nesse silêncio,
e mesmo ainda ouvindo ecos
[ecos não são respostas]
eu me afasto da beira da abismo...

Eu mesma te criei,
e agora eu te destruo. Pra sempre.

[Tudo seria perfeito se não acontecesse
apenas dentro da minha cabeça...
Eu inventei tudo sozinha: a Dulcinéia, os moinhos de vento...]

Enfim, eu te deixo ir embora de mim.
E me permito continuar.
Então, adeus. Três vezes, adeus.

Um comentário:

Jean Errado disse...

Oi... ganhei de presente de meu irmão, algo que sempre me fará lembrar de vc... ganhei o Dom Quixote! :)
Li seu email... valeu por lembrar!