sábado, 26 de julho de 2008

... todos os dias eu refaço os mesmos caminhos na tentativa de te encontrar onde eu te perdi. E eu busco de alguma forma alcançar a sombra da tua existência perdida em alguma parte de mim. Escuto as mesmas músicas, leio os mesmos livros... mas tudo é tão misturado. Já não sei mais onde era eu e o que é você. Você está tão longe. E eu desesperadamente tento prender em meus braços a última lembrança tua para que você nunca mais fuja... mas eu nem sei onde você está. A muito tempo você foi... a muito tempo eu te perdi.
Eu não escolhi isso... mas como eu fiquei sozinha sem você. É engraçado pensar que nada será como antes... Tudo tem a mesma cor azul melancolia. E eu não te vejo mais. Acho que você nem se lembra mais disso tudo. Acho que apenas eu fiquei com essa maluquice. Seja o que for, eu vou continuar esperando... no mesmo lugar, nos mesmos horários e quem sabe, quando um dia voltares [... se voltares], nos encontraremos.
Mesmo que o tempo tente me vencer de alguma maneira e deixe marcas pelo meu rosto, eu irei te esperar... [mesmo que você nunca mais volte.]

Essa tristeza que embala a enfadonha canção da vida. Eu, na verdade, nunca existi.

Um comentário:

Kafarnak disse...

essa (in)konstância da eterna mudança é a únika certeza,

na dúvida mora a beleza.

nas saudades dakilo ke nunka vivi,

eu, na verdade, nunka (d)existi...